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Como usuários de criptomoedas podem evitar ataques hackers?

O número de roubos associados a criptomoedas tem crescido bastante nos últimos anos. É de se esperar que esse tipo de delito tenha aumentado bastante, devido ao valor em constante crescimento das criptomoedas. Mas então, como os usuários de criptomoedas podem evitar os ataques cibernéticos?

Os ataques cibernéticos são bastante temidos pelo público em geral. No entanto, as pessoas já devem ter ouvido falar sobre a segurança do bitcoin, como por exemplo, o fato dele não poder ser falsificado como uma moeda fiduciária. Por outro lado, uma gestão precária de suas criptomoedas, pode fazer de você uma pessoa vulnerável aos hackers.

Nesta imagem temos um notebook com a mão de uma pessoa sobre ele. Essa é uma imagem meramente ilustrativa.

Falsificar bitcoins pode ser impossível, entretanto, eles podem ser roubados de seus proprietários e a recuperação dessas moedas é praticamente impossível.

Paul Brody, líder global de inovação em blockchain da EY, acrescenta: “Como os contratos digitais em blockchains são inquebráveis ​​e irreversíveis, outro truque inteligente é fazer com que as pessoas enviem seus investimentos para um endereço errado e, em seguida, se recusar a devolver o dinheiro”.

Enquanto um criptoativo tiver valor, os proprietários deste ativo sempre serão alvos para os criminosos. Embora a tecnologia blockchain lhe dê uma certa segurança, o software secundário criado para atender seus usuários, como carteiras, serviços de custódia e corretoras, pode ser altamente inseguro.

Hackers em busca de novas vítimas

Da mesma forma que a tecnologia evolui, acontece igual com a engenhosidade dos criminosos. Atualmente, eles estão chegando com varias táticas como: “usar contas falsas para atrair vítimas, sob o argumento de comprar criptomoedas, ou golpes com ICOs fraudulentas”.

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As técnicas tradicionais também são frequentemente utilizadas, como ataques de phishing usando sites falsos, e-mails falsos com o objetivo de expor os dados das vitimas.

De acordo com um relatório da SecurityScorecard, uma empresa de segurança da informação com sede em Nova York, um novo método começou a surgir. O método usado atualmente é o Man-in-the-browser (MitB) que está sendo utilizado para roubar criptomoedas. O relatório constatou que o “Web Injects” (uma espécie de ataque MitB) já foi utilizado para atacar grandes sites, incluindo blockchain.com e coinbase.com.

O que os usuários de criptomoedas podem fazer?

É difícil ficar um passo à frente dos hackers, mas existem algumas coisas que você pode fazer para não ser a próxima vítima. De acordo com a SecurityScorecard, você deve seguir estas etapas para evitar que seja uma vítima dos hackers.

  1. Primeiro de tudo, verifique o código-fonte do site. Se ele tiver um código ofuscado, é possível que você esteja infectado, dessa forma você não deve fazer login.
  2. Verifique se a tecla “Enter” está desativada nas teclas de formulário de login. Essa é uma maneira rápida de verificar se há hackers, já que eles frequentemente desabilitam essa tecla, forçando você a clicar no botão “entrar”, que, em seguida, ativa o retorno do botão injetado.
  3. Verifique se a página de configurações está acessível, principalmente se você estiver usando a coinbase. Se você não conseguir acessar a página de configurações, existe uma possibilidade de que você esteja infectado.
  4. Sempre ative a autenticação de dois fatores em suas contas. Pode parecer um aborrecimento extra, mas é melhor do que uma carteira vazia.
  5. Se você estiver usando a blockchain.com e receber uma mensagem de “serviço indisponível”, assim que fizer login, você poderá ter sido roubado.

As criptomoedas ainda está em sua fase de amadurecimento, e tem muitas áreas do ecossistema que necessitam de um maior desenvolvimento. Até lá, seja cuidadoso com sua atividade online.

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Kelly Almeida

Kelly Almeida é uma entusiasta de criptomoedas e blockchain, que está envolvida no ecossistema desde agosto de 2015. Ela é uma colaboradora do portal Studio Bitcoin, que vai focar nos artigos educacionais.

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